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Força Nacional será usada em protesto no domingo

Força Nacional será usada em protesto no domingo

Planalto avalia uso da Força Nacional, a fim de conter excessos, no ato marcado para a Esplanada, no domingo.

O presidente Jair Bolsonaro vai pedir ao Distrito Federal a permissão para usar a Força Nacional no protesto previsto para ocorrer na Esplanada dos Ministérios.

Bolsonaro foi ao gabinete do secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, ontem (4), e relatou preocupação com o movimento, e a pasta do governador Ibaneis Rocha (MDB) vai bater o martelo após reuniões hoje.

Está sendo planejado um esquema de segurança para as manifestações deste final de semana pelo GDF. A estratégia será definida hoje. “Isso ainda está sendo alinhado aqui. Haverá duas reuniões amanhã (hoje). Aí, sim, deve ser fechado um plano para o fim de semana”, afirmou ao Correio Brasiliense.

Depredações

Ainda segundo o Correio Brasiliense, foi relatado por uma fonte do Planalto, que relatórios produzidos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) apontam que as manifestações de domingo podem resultar em depredações semelhantes às que ocorreram no governo Michel Temer, quando houve protesto contra a reforma da Previdência.

Dito isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já está de sobreaviso, e vai deixar as tropas de prontidão para deslocamento.

De acordo com informações repassadas ao ministério, a intenção é proteger o patrimônio e evitar o corpo a corpo contra os manifestantes. A estratégia será definida pelo GDF.

O alto escalão de Bolsonaro teme que a Polícia Militar tenha dificuldades em conter atos mais radicais. Por isso, defende a necessidade de reforço para a corporação.

Tumulto

Jair Bolsonaro antecipou que “os governadores, que têm compromisso com a democracia de verdade, com a Constituição, com as leis, com o bem-estar da população, estão se preparando para reagir, caso o pessoal ultrapasse o limite da racionalidade”.

Ressaltou também que os manifestantes “querem tumulto, confronto” e os classificou como uma nova versão dos black blocs, que, em 2013, promoveram ações truculentas em São Paulo ao protestar contra o aumento da tarifa do transporte público.

“Eu não estou torcendo para ter quebra-quebra, não. Mas a história nos diz que esses marginais de preto, que vão com soco inglês, com punhal, barra de ferro, coquetel molotov, geralmente apedrejam, queimam bancos, estações de trem e outras coisas. Não é porque eles estão com faixa de democracia que estão defendendo a democracia. Para mim, é terrorismo. Acusam os outros do que eles são”, indagou.

O Presidente pediu aos seus apoiadores que evitem promover atos pró-governo no domingo, que não haja confronto. Ademais, intitulou o grupo contrário ao governo de “antifas” — devido ao apelo contra o fascismo durante as manifestações — como um bando de “idiotas”, “viciados” e que “não servem para nada”.

“A maioria é estudante. Se você pegar e aplicar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neles, acho que ninguém tira 5. Não sabem interpretar um texto, não sabem nada. São uns idiotas que não servem para nada”.

“Não compareçam a esse movimento, que esse pessoal não tem nada a oferecer para nós. Muitos são viciados. Eles querem o tumulto. É um pedido meu. Os antifas, novo nome dos black blocs, querem roubar sua liberdade.”

Várias cidades

As Manifestações estão sendo convocadas em outras cidades por grupos ligados a torcidas de futebol, agora engrossados pela Frente Povo sem Medo, organização que reúne movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda. Em São Paulo, os atos estão agendados para o início da tarde, na Avenida Paulista.

João Dória proibiu atos rivais (contra e a favor de Bolsonaro) simultâneos na capital. Manifestações agendadas no Rio de Janeiro, em Salvador, em Belo Horizonte e em outras cidades. Além de Jair Bolsonaro ter usado termos duros para se referir a integrantes de grupos autointitulados antifascistas que promovem atos contra o governo, o vice-presidente Hamilton Mourão classificou os participantes desses protestos como “baderneiros”.

Com informações de conteúdo do Correio Brasiliense

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Força Nacional será usada em protesto no domingo

Foto: Jovem Pan

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